AMOROSA
O que eu faria se deitasses ao meu lado?
Sentiria, enternecida, teus cabelos?
Permitiria que o vento vindo de ti
Estremecesse meu ventre, meus seios?
Que palavra diria? Que riso riria?
Deleitosa, me abraçaria a ti?
Deslizaria sobre teu corpo, enfim,
Minha mais desnuda solidão?
Ou dormiria, então, no teu ombro,
Entrelaçando teus indóceis sonhos?
Será que nesse momento te tocaria
Tão leve, que sequer te acordaria?
O que eu faria, deitada ao teu lado?
Arrebataria teu corpo nas águas
Cálidas, diabólicas, de minha alma?
Te amaria com o ódio que me consome?
Ou apenas, amorosa, chamaria teu nome?
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MAR ANTIGO
Ouvi teu nome vindo
Do fundo de um mar antigo;
Parei tudo para senti-lo
Bem perto, ao ouvido.
Bem perto, como amuleto,
Ao avesso, qual sortilégio;
No centro, feito um verso
Que se deseja ter escrito.
Teu nome – um sacrifício,
Ou um vício, que os peixes,
Do fundo de um mar antigo
Deglutiram mil vezes.
Parabéns, Ângela, uma beleza de versos. Eu gostaria, sim,de ler o livro inteiro, só pela prévia!
Abraços,
Tânia
Cada vez que eu te conheço eu te admiro mais Ângela. Não se pode descrever tamanho estro, não apenas na escrita, mas como humana. E apesar da separação iminente, eu me sinto feliz de ter tido a oportunidade de te conhecer, de saber que isso não é o fim, mas um novo começo. Mesmo estando longe sei que estás talvez mais perto dos que convivo. Saudades professora. Estimo-te amiga.
Seus poemas são lindos, Ângela, eu não canso de repetir: você é umas das maiores poetisas da contemporaneidade. Que honra, a minha! Bjs.
Lindos poemas de Ângela! Curioso pra ler o livro inteiro. As prévias já tão que tão! E tô mesmo muito feliz com o lançamento de vocês!!!
Ângela escreveu Poemas para Antônio, mas são poemas para que todos nós, seus leitores, entremos no mesmo êxtase do personagem Antônio, inspirador dos versos.